{"id":2282,"date":"2024-06-07T09:13:36","date_gmt":"2024-06-07T12:13:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.riodaprata.eco.br\/blog\/?p=2282"},"modified":"2024-06-07T09:15:12","modified_gmt":"2024-06-07T12:15:12","slug":"historia-e-resgate-cultural-da-fazenda-cabeceira-do-prata-jardim-ms","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.riodaprata.eco.br\/blog\/2024\/06\/07\/historia-e-resgate-cultural-da-fazenda-cabeceira-do-prata-jardim-ms\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria e Resgate Cultural da Fazenda Cabeceira do Prata &#8211; Jardim\/MS"},"content":{"rendered":"\n<p>Por volta de 1920, a fam\u00edlia de Geraldo Coelho Leite deixou o Rio Grande do Sul e partiu em dire\u00e7\u00e3o ao Centro-Oeste do Brasil. Essa jornada, realizada em carro de boi, durou cerca de dois anos. Infelizmente, durante a travessia pelo Paraguai, o membro mais idoso da fam\u00edlia faleceu.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao chegar ao destino &#8211; Jardim\/MS &#8211;  Geraldo e sua esposa, Almerinda Monteiro Leite, se estabeleceram em uma vasta extens\u00e3o de terras de aproximadamente 7.500 hectares, formando a Fazenda Divisa e a Fazenda Santa Maria. Nessas terras, a fam\u00edlia praticava pecu\u00e1ria e agricultura de subsist\u00eancia. Eles tamb\u00e9m pescavam e se divertiam nos rios da Prata e Olho d&#8217;\u00c1gua. Segundo Carlos Marcio Monteiro S\u00e1, neto de Geraldo, v\u00e1rias fam\u00edlias viviam pr\u00f3ximas \u00e0 nascente do Olho d&#8217;\u00c1gua.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o passar dos anos, as terras foram divididas entre os nove filhos de Geraldo. Leta Monteiro S\u00e1, casada com Iber Gomes S\u00e1, ficou com a \u00e1rea onde hoje se localiza a Lagoa Misteriosa. A vasta extens\u00e3o das terras obrigava os homens que cuidavam do gado a improvisar para beber \u00e1gua durante o trabalho. Muitas vezes, eles desciam at\u00e9 uma lagoa e, enquanto bebiam, percebiam a \u00e1gua borbulhando misteriosamente. Al\u00e9m disso, ouviam sons vindos do buraco da caverna, embora ningu\u00e9m estivesse l\u00e1. Por causa desses fen\u00f4menos, Iber S\u00e1 batizou o local de Lagoa Misteriosa, nome que perdura at\u00e9 hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Fazenda Cabeceira do Prata, h\u00e1 um cemit\u00e9rio hist\u00f3rico com 11 mausol\u00e9us, onde os falecimentos datam desde 1921. As pessoas enterradas ali pertenciam \u00e0 fam\u00edlia que se estabeleceu na regi\u00e3o. Curiosamente, todos os enterros da \u00e9poca, exceto o de Holmes Monteiro Leite em 1979, foram realizados com carro de boi. <\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"581\" height=\"384\" src=\"https:\/\/www.riodaprata.eco.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Cemiterio-na-Fazenda-Cabeceira-do-Prata.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2283\" srcset=\"https:\/\/www.riodaprata.eco.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Cemiterio-na-Fazenda-Cabeceira-do-Prata.png 581w, https:\/\/www.riodaprata.eco.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Cemiterio-na-Fazenda-Cabeceira-do-Prata-300x198.png 300w\" sizes=\"(max-width: 581px) 100vw, 581px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<p><br>Os t\u00famulos seguem um padr\u00e3o semelhante, como mostrado na figura 01, do t\u00famulo localizado na Fazenda Cabeceira do Prata, e na figura 02, do t\u00famulo de Selvino Jacques, na Fazenda Aurora.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"940\" height=\"788\" src=\"https:\/\/www.riodaprata.eco.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Cemiterio-Fazenda-Cabeceira-do-Prata-Dias-atuais.png\" alt=\"Cemit\u00e9rio Fazenda Cabeceira do Prata - Dias atuais\" class=\"wp-image-2284\" srcset=\"https:\/\/www.riodaprata.eco.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Cemiterio-Fazenda-Cabeceira-do-Prata-Dias-atuais.png 940w, https:\/\/www.riodaprata.eco.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Cemiterio-Fazenda-Cabeceira-do-Prata-Dias-atuais-300x251.png 300w, https:\/\/www.riodaprata.eco.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Cemiterio-Fazenda-Cabeceira-do-Prata-Dias-atuais-768x644.png 768w\" sizes=\"(max-width: 940px) 100vw, 940px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Durante o passeio a cavalo, vistantes conhecem o antigo cemit\u00e9rio. <\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>A fam\u00edlia mantinha contato direto com Selvino Jacques, um famoso bandoleiro da regi\u00e3o, que tamb\u00e9m era de S\u00e3o Borja, no Rio Grande do Sul. Apadrinhado por Get\u00falio Vargas, Jacques foi encarregado de expulsar paraguaios e posseiros das proximidades da fronteira brasileira. Ele chegou \u00e0 regi\u00e3o de Bonito em 1933, visitava a Fazenda Divisa e era bem recebido pela fam\u00edlia, que lhe oferecia abrigo, comida e cuidava de seus cavalos.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a fazenda foi cen\u00e1rio de passagem de Solano L\u00f3pez, que utilizou o Rio da Prata em suas viagens.<\/p>\n\n\n\n<p>A fam\u00edlia que residia nessas terras ainda vive na regi\u00e3o do munic\u00edpio de Jardim. H\u00e1 um parentesco entre Geraldo Coelho Leite, um dos pioneiros na regi\u00e3o, e Laucidio Coelho, av\u00f4 do atual propriet\u00e1rio da Fazenda Cabeceira do Prata, onde hoje se localiza o Recanto Ecol\u00f3gico Rio da Prata.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por volta de 1920, a fam\u00edlia de Geraldo Coelho Leite deixou o Rio Grande do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2284,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[245,246,247,6,5,15],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.riodaprata.eco.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2282"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.riodaprata.eco.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.riodaprata.eco.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.riodaprata.eco.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.riodaprata.eco.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2282"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.riodaprata.eco.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2282\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2285,"href":"https:\/\/www.riodaprata.eco.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2282\/revisions\/2285"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.riodaprata.eco.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2284"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.riodaprata.eco.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2282"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.riodaprata.eco.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2282"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.riodaprata.eco.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2282"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}