Correio do Estado – Turismo: Rio da Prata

O Rio da Prata pode até não conter o metal precioso, mas suas belezas naturais vêm atraindo centenas de turistas que se dirigem à região da Serra da Bodoquena na alta e baixas temporadas, Uma turista brasiliense, de origem indonésia, em recente visita ao Rio da Prata recomendou: “Quem tiver um único dia para passar em Bonito, deve escolher o Rio da Prata”.

Tudo isso porque o passeio reúne os elementos de maior atração para quem visita a região: águas cristalinas, flutuação, trilhas ecológicas, fauna e flora exuberantes. E tem como diferenciais a maior variedade de peixes, ressurgências de águas subterrâneas e maior extensa do percurso na água – são 2.500 metros de flutuação nas águas dos rios Olho D´Água e Prata, afluentes do Rio Miranda.

Sobre os peixes, mais um ponto a favor do Prata, Lá são encontradas 37 espécies diferentes, sendo o único passeio onde o turista pode ver pintados e cardumes de pacus, conforme informou o guia turístico mais antigo de Bonito, Sérgio Ferreira Gonzáles. O passeio todo dura quatro horas dentro da fazenda, iniciando com uma caminhada de 50 minutos pela trilha interpretativa da mata ciliar do Prata, cruzando com animais silvestres a todo o momento, desde macacos a mutuns. Após a caminhada o turista chega à nascente do Olho D’Água, onde o equipado com máscara inicia a flutuação.

Temperatura – A água no rio tem temperatura média de 21º C no verão, enqunato na baixa temporada (outono, inverno) a média é de 22º C a 23º C. Quando a água está mais quente é possível até mesmo ver uma sucuri se banhando no Prata. A surpresa marcou o passeio de dois turistas portugueses, que ficaram alguns minutos acompanhando os movimentos do réptil. “A sucuri é um animal que foge do movimento. Nunca foi registrado ataque de sucuri a turistas aqui na região”, garantiu Gonzáles.

A flutuação tem o auge na chegada às ressurgências, que se formam devido a fendas geológicas e à passagem de um rio subterrâneo. O local foi convenientemente chamado “vulcão”. Uma turista paulista comparou o som produzido no “vulcão” as batidas do coração. O retorno à sede é bastante esperado, já que para recompor as energias é servido um almoço típico, com pratos como o guisado, sopa paraguaia e carreteiro.

Correio do Estado – Turismo
Campo Grande – MS – Quinta-feira, 8 de Julho de 1999

Jardim – A natureza te espera – Destino MS

No Calendário marca inverno, mas em MS, ele nem é tão rigoroso assim. A temperatura nesta época do ano pode estar abaixo dos 38º a que estão acostumados os sul-matogrossenses, mas no Rio da Prata, faça calor ou frio, a água está sempre nos 24º. Por um mergulho, até vale a pena bater um pouquinho o queixo na hora de sair da água.

As caminhadas pelas trilhas são organizadas em grupos de oito pessoas que saem da sede a cada trinta minutos. Uma regra desnecessária? Não. Quanto menor o grupo, menos barulho e mais chances de encontrar animais ao longo dos 50 minutos de caminhada e tudo acompanhado por guias que conhecem cada pedacinho do lugar. Ande em silêncio e você, certamente, vai encontrar alguma das 32 espécies que vivem na mata ciliar do Rio da Prata, alimentadas pela natureza generosa e pelo cerrado.

Parte dos 2,2 km de trilha beira o rio e entre uma arvóre e outra basta olhar para o lado direito e você terá visões espetaculares das águas cristalinas. Plantas que, provavelmente, você nunca viu e explicações sobre a flora e a fauna tornam o passeio mais rico do que qualquer aula de biologia e ecologia. É justamente o conhecimento dos guias e do Eduardo, proprietário da fazenda, que garante a preservação das matas ciliares. E mata ciliar preservada significa rio de água transparente. É este caminho cheio de paradas para fotografias que leva a nascente Olho d’água. O bom é que você já chega lá pronto para o mergulho, o grande espetáculo do passeio.

A esta altura você já se acostumou ao colete ou à roupa neoprene, especial para mergulhar. Mas, chegando à nascente antes do mergulho, reserve uns minutos para, simplesmente, observar o passeio dos peixes na água cristalina e você os vê como quem vê peixe num aquário, com uma nitidez de impressionar mergulhadores mais experientes.

Mergulho na nascente Olho d’água é de superfície. Também não precisa mais do que isto para observar em detalhes o que você já viu da beira do rio. Alguns cuidados para aproveitar melhor a experiência e preservar a água transparente são fundamentais: não pegue nenhum objeto ou vegetação dentro do rio e não pise na vegetação nem nos lugares onde o fundo é escuro. Perigo à vista? Não, é só uma questão de preservação. E quando precisar pisar, escolha uma pedra ou um toco de árvore, isto porque o movimento dos pés na areia levanta sujeiras e acaba com a transparência da água. Apenas ocupe-se de brincar com os dourados, pacus, piraputangas e outras espécies mais, que ficarão passeando em volta do seu corpo.

Na volta à sede da fazenda, é hora de experimentar a deliciosa comida típica de Mato Grosso do Sul. Dependendo do horário em que você chegar ao Recanto Ecológico, a refeição é servida antes do passeio. Comer antes ou depois não faz diferença, mas aproveite uma dica: enquanto espera o almoço ser servido, relaxe numa rede de couro, e simplesmente sinta a brisa e o cheirinho que vem da cozinha. Conhecer o Rio da Prata é comprovar que algumas coisas só a natureza pode proporcionar.

Bonito no Terra Especial Ecoturismo

Mas também os rios estão sendo convertidos em campos de prova. Dos nove que banham a região, o mais selvagem é o Rio da Prata. Na verdade, o passeio começa na nascente do Rio Olho D’´Água, um pequeno afluente do Prata.

Ali, a água brota do chão em pequenos vulcões para formar uma corrente límpida e fresca que desce calmamente a planície. Para atingir a nascente, deve-se percorrer uma trilha perfumada de jasmins e muito visitada por animais típicos do Pantanal, como cutias, tucanos e tamanduás.

A maneira mais emocionante de explorar o Rio da Prata é descê-lo deixando-se levar pela correnteza (uma manobra típica do canyonig e conhecida como flutuação). No meio da impressionante vegetação subaquática, a companhia não só de peixinhos coloridos dignos de aquários mas também dos gigantes dourados, piraputangas e pacus.”

Terra Especial Ecoturismo – 1999

Reportagem sobre Bonito na Revista Família Aventura Nº 6

Só quem vai a Bonito, no Mato Grosso do Sul, sente na pele como a natureza é generosa com este lugar. Rios de águas límpidas, cachoeiras, aquários naturais, grutas, animais de todos os tipos, vegetçaõ exuberante… E melhor ainda: você integrado com tudo isso, como se estivesse numa espécie de Disney ecológica.

Editorial de moda da Revista Capricho no Rio da Prata

A revista Capricho de 31 de Janeiro de 1999 têm três editoriais de moda fotografados em Bonito.

O primeiro, que se chama É Bonito, foi todo fotografado no Rio da Prata Recanto Ecológico. São imagens subaquáticas das modelos com maiôs, roupas e sandálias todos feitos de neoprene. As modelos foram fotografas entre os peixes, o efeito é incrível. O terceiro editorial chamado Topa Tudo, foi todo fotografado na Estância Mimosa, as modelos estão nos decks, nas passarelas e em pedras próximas as cachoeiras, usando roupas leves, de verão.

“Mergulho, rafting, rappel, uma viagem cheia de aventura em Bonito, MS”

“Que Bonito que nada, é maravilhoso!!! Você entra no clima num instante. É só colocar a cabeça debaixo d’água para se sentir no maior aquário do mundo. Só que sem vidro nem aquelas plantas de mentira. Em Bonito tudo é ao vivo, em cores e tem a ver com o nome da cidade.”

Sobre o passeio no Rio da Prata, a revista diz: “O programa de dia inteiro, inclui trilha na mata, descida do rio com equipamento de mergulho seguindo a correnteza, almoço delicioso, daqueles feitos em panela de ferro, e um merecido descanso nas redes de couro no quintal. O Rio da Prata tem a maior variedade de peixes de Bonito e é o lugar ideal para conhecer o mal-encarado dourado, o maior de todos.”

Aquário Tamanho Família! – Revista Terra

Água! 10 viagens para um doce verão entre rios, lagos e cachoeiras!

  1. Bonito

Talvez nenhum outro lugar do Brasil faça jus ao nome como essa cidadezinha do interior do Mato Grosso do Sul. Ao redor de Bonito, de apenas 20.000 habitantes, dispõe-se de uma infinidade de rios cristalinos, grutas com lagos azuis e cachoeiras. Nesse reino de águas claras, o programa mais interessante é o mergulho livre a partir das nascentes dos rios. A nascente do Olho D’Água, por exemplo, dentro do Recanto Ecológico Rio da Prata, é um verdadeiro aquário natural. Não é preciso sequer saber nadar bem. Com máscara e snorkel, basta cair na água e deixar a suave correnteza o levar entre peixes como piraputangas, curimbas e cascudos. Para os leigos, não pode haver mergulho mais simples. Nem mais bonito.

Revista Terra – Janeiro de 1999 edição 81

Bonito – No paraíso das águas – Revista Época

Com rios e lagos cristalinos, Bonito é o destino certo de quem quer curtir um verão ecológico.

Não é à toa que os rios dessa região estão entre os mais piscocos do país – embora, como determinam as leis locais, a pesca esteja proibida em qualquer nascente. Todas essas características garantem um visual subaquático privilegiado: nadar em Bonito é como enfiar-se dentro de um imenso aquário repleto de dourados, piraputangas e curimbas.

Os melhores mergulhos da região são feitos nos Rios da Prata, Sucuri, Baía Bonita e Formosinho. O mergulhador cai na água com máscara e snorkel e deixa a correnteza levá-lo para passear. O uso de roupas de neoprene é obrigatório – ajuda a manter a temperatura do corpo e auxilia na flutuação (não são permitidos grandes mergulhos para não tocar o fundo dos rios e não incomodar os peixes).