Diretor do Grupo Rio da Prata ministra palestra em Mundo Novo

A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), unidade em Mundo Novo, realizou no dia 5 de agosto a terceira edição do Workshop RPPN Ernesto Vargas Baptista – “Unidades de Conservação e o Desenvolvimento Territorial Sustentável.

O evento teve como objetivo discutir a importância da RPPN Ernesto Vargas Baptista e Unidades de Conservação de seu entorno no Desenvolvimento Territorial Sustentável e na Segurança Hídrica.

Eduardo Coelho, Diretor do Grupo Rio da Prata e proprietário da RPPN Cabeceira do Prata (Jardim-MS) foi um dos palestrantes convidados no qual abordou o tema Conservação ambiental, ecoturismo e produção agropecuária.

A RPPN Cabeceira do Prata foi criada em 1999, protegendo 295,0484 hectares (20% da área total da Fazenda), englobando toda a mata ciliar do rio Olho d’Água, desde a sua nascente até quando ele desemboca no rio da Prata.

O passeio de flutuação do Recanto Ecológico Rio da Prata é baseado na beleza singular da área da RPPN, que associa uma grande biodiversidade à presença de águas transparentes, permitindo uma atividade de contemplação e interação com a natureza.

Portanto, ao proporcionar o contato de visitantes do mundo todo com esse ambiente exuberante, o passeio visa promover sua conscientização e divulgar a importância das RPPNs para a conservação de áreas naturais, além de fomentar o desenvolvimento do turismo sustentável na região, uma alternativa para a geração de renda sem destruição dos recursos naturais.

Lobo-guará é flagrado no Recanto Ecológico Rio da Prata

Era início da manhã de sexta-feira (5) quando o colaborador Mateus Alexandre chegava no Recanto Ecológico Rio da Prata (Jardim-MS). Logo na entrada da fazenda, percebeu a presença de um animal silvestre e ao se aproximar viu que era um lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), o maior canídeo da América do Sul.

Para sua surpresa, o animal não estava sozinho. Carregava consigo um filhote em sua boca. Veja aqui o vídeo!

Flagrar a espécie nos campos do Recanto Ecológico Rio da Prata é motivo de muita, mas muita alegria mesmo! O lobo-guará está classificado pelo Ministério do Meio Ambiente como uma espécie vulnerável, em uma lista de animais ameaçados de extinção e também como uma espécie “quase ameaçada”, há mais de duas décadas, pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, em inglês).

Segundo informações do portal BBC, especialistas apontam que, diante dos frequentes problemas causados por intervenção humana, a população de lobos-guarás no Brasil reduziu cerca de um terço nas últimas duas décadas. A estimativa atual, segundo estudiosos, é de que haja cerca de 24 mil animais no Brasil, que correspondem a cerca de 80% da população mundial — eles também estão em países como Argentina, Uruguai, Bolívia e Peru.

Reintegração na natureza

O Recanto Ecológico Rio da Prata, assim como a Lagoa Misteriosa e a Estância Mimosa – atrativos do Grupo Rio da Prata, são parceiros de longa data e credenciados junto ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres – CRAS – de Mato Grosso do Sul, local criado para receber animais para serem reintegrados à natureza, onde são alimentados e passam por tratamento até a soltura.

Em 2014, o CRAS realizou pela primeira vez na região a soltura de um lobo-guará, na área da Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN – Cabeceira do Prata, onde acontece o passeio de trilha e flutuação do Recanto Ecológico Rio da Prata. A escolha do local mostrou que a RPPN está apta a receber animais deste porte!

Registro da soltura do lobo-guará no Recanto Ecológico Rio da Prata em 2014.

Características

Parente dos lobos selvagens e dos cachorros domésticos, o lobo-guará é um animal típico do Cerrado e maior canídeo da América do Sul, podendo atingir até um metro de altura e pesar 30 quilos. Além do Brasil, pode ser encontrado em regiões da Argentina, Bolívia, Paraguai, Peru e Uruguai.

Altivo, esguio e elegante, também é conhecido como lobo-de-crina, lobo-vermelho, aguará, aguaraçu e jaguaperi, todos nomes atrelados a sua bela pelagem laranja-avermelhada, que o torna um dos mais belos animais brasileiros. Na natureza, vive cerca de 15 anos. A cada gestação, que dura pouco mais de dois meses, nascem em média dois filhotes.

É tímido, solitário e praticamente inofensivo, preferindo manter distância de populações humanas. Usa suas presas para se alimentar de pequenos animais, como roedores, tatus e perdizes, além de frutos variados do Cerrado, como o araticum e a lobeira (Solanum lycocarpum), alimento muito consumido pelo guará. (Informações WWF Brasil).

Grupo Rio da Prata celebra o Dia Nacional das Reservas Particulares do Patrimônio Natural

Comemoramos hoje, 31 de Janeiro, o Dia Nacional das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs).
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As RPPNs são áreas criadas voluntariamente pelos proprietários, que tem como principal característica constituir uma reserva natural permanente em suas propriedades!⠀⠀

Luiza Coelho, Diretora de Sustentabilidade do Grupo Rio da Prata, no qual fazem parte os atrativos Recanto Ecológico Rio da Prata e a Lagoa Misteriosa, ambos em Jardim (MS), e a Estância Mimosa, em Bonito (MS), conta um pouco da história das RPPNs. Confira: ⠀


“Em 1999, 300 hectares de matas ciliares protegendo toda a extensão do rio Olho D’Água no Recanto Ecológico Rio da Prata foram oficialmente transformadas em uma RPPN – Reserva Particular do Patrimônio Natural.⠀

Uma prova real do nosso amor pela natureza, pois através desta categoria de Unidade de Conservação Perpétua e Privada asseguramos oficialmente a preservação desse tesouro e da biodiversidade.

Em 2013, foi a vez de 65% da área total da Estância Mimosa Ecoturismo também se transformarem em uma RPPN, protegendo toda a mata ciliar do rio Mimoso e áreas de morraria.⠀

Logo, a Lagoa Misteriosa também será uma RPPN, esta categoria de reserva que só permite pesquisa e visitação sustentável.

Gratidão a todos os nossos visitantes do Grupo Rio da Prata que são nosso apoio para continuarmos nosso trabalho de propósito maior que é cuidar da natureza para as futuras gerações e também a todos que contribuem do meio ambiente”.