O viveiro de mudas do Recanto Ecológico Rio da Prata (Jardim/MS) alcançou um marco construído com tempo, dedicação e parceria: 100 espécies de árvores nativas. A conquista é resultado de um trabalho desenvolvido ao longo dos anos em conjunto com o IASB – Instituto das Águas da Serra da Bodoquena, que envolve a coleta de sementes, a germinação e o cuidado diário com as mudas até que estejam preparadas para o plantio.
Para celebrar essa conquista, a colaboradora Luiza Bressan compartilha, no vídeo abaixo, a alegria de ver o viveiro do Rio da Prata chegar a 100 espécies nativas. Veja aqui!


Essa diversidade fortalece a produção de espécies destinadas à restauração de áreas na região da Serra da Bodoquena e do Pantanal. As mudas também abastecem o Bosque da Esperança, onde os visitantes podem plantar uma árvore e deixar sua contribuição para o futuro.
Uma parceria que começa na semente
Por trás de cada muda há um trabalho que começa muito antes de sua chegada aos canteiros. A coleta e a germinação das sementes são etapas fundamentais para ampliar a variedade de espécies produzidas no viveiro.
Nesse processo, destaca-se a atuação de Márcio Lima, do IASB, responsável atualmente pela coleta e germinação da maior parte das sementes que dão origem às nossas mudas. Foi ele também quem trouxe as quatro novas espécies que permitiram alcançar a marca de 100.
A parceria soma conhecimento e dedicação ao trabalho cotidiano do viveiro, ampliando as possibilidades de produção e a diversidade de mudas disponíveis para as ações de restauração.
A própria fazenda também é uma importante fonte de sementes. A equipe realiza coletas nas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) do Rio da Prata e da Lagoa Misteriosa, além das árvores presentes nas áreas de pastagem. Assim, a riqueza de espécies conservada nessas áreas contribui para a formação de novas mudas.
Do viveiro à preparação para o plantio
O viveiro tem capacidade para 30 mil mudas, cujo ciclo de produção geralmente é anual. Ao longo desse período, elas recebem os cuidados necessários ao seu desenvolvimento e passam por diferentes etapas de preparação.
Em uma área separada, cerca de 6 mil mudas maiores estão na fase de rustificação. Nessa etapa, elas permanecem sem a cobertura de sombrite e recebem menos irrigação, em um processo de adaptação às condições que encontrarão após o plantio.

Esse cuidado faz parte do caminho entre a semente coletada e a muda pronta para seguir para seu destino.
Entre as espécies presentes no viveiro estão baru, aroeira, angico-vermelho, copaíba, cedro, manduvi, jatobá-do-cerrado e diferentes ipês. A diversidade também inclui espécies como pitanga, guavira, jabuticaba, jenipapo e uvaia.


Uma contribuição que os visitantes também podem deixar
Parte das mudas produzidas tem como destino o Bosque da Esperança. Nesse espaço, os visitantes do Rio da Prata têm a oportunidade de participar do plantio e conhecer uma das formas pelas quais o atrativo contribui para a conservação.
O gesto conecta a experiência da visita a um trabalho contínuo: a muda plantada carrega uma história que envolve a coleta da semente, a parceria com o IASB e o acompanhamento de seu crescimento no viveiro.
Celebrar a marca de 100 espécies é reconhecer esse esforço compartilhado. É também dar visibilidade às pessoas e aos cuidados que tornam possível produzir mudas para a restauração de áreas na Serra da Bodoquena e no Pantanal, com a participação de quem trabalha e de quem visita o Rio da Prata.
Mais informações: www.gruporiodaprata.com.br