As armadilhas fotográficas instaladas no Recanto Ecológico Rio da Prata (Jardim/MS) seguem registrando momentos da fauna que habita e utiliza as áreas naturais da propriedade. As câmeras, posicionadas em diferentes pontos, funcionam sem interferir no comportamento dos animais, permitindo observar a biodiversidade de forma segura e não invasiva.
Os registros mostram algumas das espécies que encontram abrigo, alimento e condições adequadas para viver na região. Entre elas está a anta (Tapirus terrestris), o maior mamífero terrestre do Brasil e uma importante dispersora de sementes, contribuindo para a regeneração das florestas.
As câmeras também registraram o cachorro-do-mato (Cerdocyon thous), espécie de hábitos predominantemente noturnos e conhecida por sua grande capacidade de adaptação aos diferentes ambientes naturais.
Outro destaque é a presença da onça-parda (Puma concolor), um dos principais predadores das Américas. A ocorrência da espécie é um importante indicador da qualidade ambiental, já que grandes felinos necessitam de áreas preservadas e ecossistemas equilibrados para sobreviver.
Entre as aves registradas está o udu-de-coroa-azul (Momotus momota), ave símbolo de Bonito/MS, reconhecida por sua plumagem colorida e pela cauda com formato característico, que chama a atenção de observadores da natureza.
As imagens também revelaram a presença da cutia (Dasyprocta azarae), importante dispersora de sementes do Cerrado e de outros biomas brasileiros, além do tapeti (Sylvilagus brasiliensis), um pequeno coelho silvestre que costuma ser visto em áreas de vegetação nativa.
Os registros obtidos pelas armadilhas fotográficas contribuem para o monitoramento da fauna local, fornecendo informações valiosas sobre a ocorrência das espécies e reforçando a importância da conservação dos habitats naturais.