Integrantes do WWF visitam os atrativos do Grupo Rio da Prata

Os atrativos do Grupo Rio da Prata, Recanto Ecológico Rio da Prata (Jardim-MS) e a Estância Mimosa Ecoturismo (Bonito-MS) receberam nos dias 9 e 10 de junho, a visita de integrantes da WWF, organização que atua para mudar a trajetória de degradação ambiental e promover um futuro mais justo e saudável para todos.

O colaborador do Grupo Rio da Prata, Renato Franco, acompanhou as visitas em ambos os passeios.

No Recanto Ecológico Rio da Prata o grupo conheceu os projetos ambientais, realizaram o passeio de flutuação, participaram de um bate papo com Liliane Lacerda, do Instituto das Águas da Serra da Bodoquena (IASB), na qual falou sobre o trabalho realizado pela ONG em prol à preservação ambiental, realizaram um passeio a cavalo e para finalizar o dia fizeram um plantio de mudas no atrativo.

“Acabamos de fazer um passeio maravilhoso! Passamos o dia todo na fazenda, fizemos flutuação que foi uma das coisas mais bonita de se ver, depois realizamos um passeio a cavalo lindo, plantamos mudas de restauração no Bosque, estou extremamente encantada e muito feliz em fazer parte disso”, revelou Laís Cunha, Analista de Conservação Ambiental WWF.

Confira o depoimento de Laís em: https://youtube.com/shorts/dwffEYCKItU

Já na Estância Mimosa, o grupo conheceu os projetos ambientais e se encantaram com os trabalhos realizados em ambas fazendas.

“Viemos à Estância Mimosa para fazer uma visita técnica e também aproveitar esse paraíso. O que eu posso dizer é que foi uma experiência incrível ver a restauração e a conservação aliada à produção agrícola. Fomos muito bem recebidos, a estrutura do local impressiona, o profissionalismo de toda a equipe e toda dedicação com o turista é também de se enaltecer. Foi um grande prazer estar aqui, ver como vocês conservam a biodiversidade, os recurso naturais e como trabalham o turismo de forma sustentável. De fato, esse é um empreendimento que precisa ser enaltecido, é uma referência e um exemplo para outros no Brasil”, revelou Thiago Belote, Restoration Specialist WWF.

Participaram da visita: Ana Carolina Crisostomo – Analista de Conservação WWF; Laís Cunha – Analista de Conservação Ambiental WWF; Veronica Maioli – Instituto Internacional para Sustentabilidade, como pesquisadora especialista em socioecologia e coordenadora de Desenvolvimento Sustentável; Thiago Belote – Restoration Specialist WWF; Kolbe Soares – Analista de Conservação WWF; Karina Berg – Líder da Global Grasslands and Savannahs Initiative e Gerente Regional, América Latina para WWF-UK; Seline Meijer – Consultor Sênior de Alimentos e Agricultura WWF Netherlands; Maria Izabel Lion; e outros profissionais.

Acasalamento de peixes piau no Recanto Ecológico Rio da Prata; veja o vídeo

Um casal de piau-três-pintas (Leporinus friderici) foi flagrado no momento do acasalamento no rio Olho D’Água, localizado no Recanto Ecológico Rio da Prata em Jardim (MS), passeio de ecoturismo conhecido internacionalmente por suas águas cristalinas e ações ambientais.

O período reprodutivo da espécie ocorre entre os meses de novembro a janeiro. É um peixe de piracema, faz longas viagens para reproduzir em época de cheia em meio a densa vegetação. O flagrante no mês de maio chamou a atenção por ser fora da época usual para a reprodução.

Para José Sabino, biólogo que atua desde 2004 junto ao Recanto Ecológico Rio da Prata para a realização de monitoramento integrado nas águas dos rios do local, esses eventos de reprodução reforçam a importância do Olho d’Água para a reprodução de peixes migradores da planície para o planalto.

Uma das hipóteses para que isso aconteça pode ser a temperatura da água do rio. “Esses eventos isolados no Olho d’Água se dá muito provavelmente por causa da temperatura da água. Peixes de piracema usam como gatilhos ambientais o aumento do fluxo de água (associada às chuvas) para subir os rios. Como fator ambiental complementar, a temperatura da água (mais quente no verão) completa esses sinais ambientais. Essa temperatura mais elevada pode ser um fator marcante no Olho d’Água, com uns 3 ou 4 graus acima da temperatura média do rio Prata”, acredita José Sabino.

De acordo com o biólogo, a temperatura mais elevada pode “confundir” a fisiologia reprodutiva dos peixes e “eventualmente eles desovam“, conclui.

Outro ponto observado é que a manutenção dos rios livres de barragens é fundamental para que os peixes possam migrar e fazer seu processo reprodutivo. “Com o processo migratório da piracema, fica evidente que as populações se conectem e mantenham sua variabilidade genética. Sem a conexão, há risco para que os processos naturais se completem”, finaliza Sabino.

O vídeo é de autoria do fotógrafo Vinicius de Oliveira.